STF decide que cotas raciais são constitucionais
Sexta-Feira, 27/04/2012, 03:37:58 - Atualizado em 27/04/2012, 03:37:58

(Foto: Agência Brasil)
As cotas raciais nas universidades são constitucionais.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal
(STF) julgou que as políticas afirmativas não
violam o princípio da igualdade e não
institucionalizam, como defendeu o Democratas,
autor da ação julgada, a discriminação racial.
Os 10 ministros - Dias Toffoli não participou do
julgamento - deram quinta-feira (26) o aval
para que universidades brasileiras reservem vagas
para negros e índios em seus processos seletivos
e afirmaram que as ações afirmativas são
necessárias para diminuir as desigualdades
entre brancos e negros e para compensar
uma dívida do passado, resultante de séculos de
escravidão no Brasil. No caso específico julgado,
o STF concluiu que a política de cotas estabelecida
pela Universidade de Brasília (UnB) não viola a Constituição.
julgamento - deram quinta-feira (26) o aval
para que universidades brasileiras reservem vagas
para negros e índios em seus processos seletivos
e afirmaram que as ações afirmativas são
necessárias para diminuir as desigualdades
entre brancos e negros e para compensar
uma dívida do passado, resultante de séculos de
escravidão no Brasil. No caso específico julgado,
o STF concluiu que a política de cotas estabelecida
pela Universidade de Brasília (UnB) não viola a Constituição.
O mais aguardado dos votos foi dado pelo
ministro Joaquim Barbosa, único negro a integrar
o Supremo e que, na semana passada, disse ser
vítima de racismo na própria Corte.
“Na história não se registra na era contemporânea
nenhuma nação que tenha se erguido da condição
periférica a condição de potência política mantendo
no plano doméstico uma política de exclusão,
aberta ou dissimulada, pouco importa, em
relação a uma parcela expressiva de sua população”,
afirmou Barbosa.
ministro Joaquim Barbosa, único negro a integrar
o Supremo e que, na semana passada, disse ser
vítima de racismo na própria Corte.
“Na história não se registra na era contemporânea
nenhuma nação que tenha se erguido da condição
periférica a condição de potência política mantendo
no plano doméstico uma política de exclusão,
aberta ou dissimulada, pouco importa, em
relação a uma parcela expressiva de sua população”,
afirmou Barbosa.
Na quarta-feira, o relator do processo, ministro
Ricardo Lewandowski, já havia votado favoravelmente
às políticas de cotas. O voto foi seguido pelos demais.
“A construção de uma sociedade justa
e solidária impõe a toda coletividade a reparação
de danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados”,
afirmou o ministro Luiz Fux, o primeiro a votar.
Ricardo Lewandowski, já havia votado favoravelmente
às políticas de cotas. O voto foi seguido pelos demais.
“A construção de uma sociedade justa
e solidária impõe a toda coletividade a reparação
de danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados”,
afirmou o ministro Luiz Fux, o primeiro a votar.
DISPARIDADE
A ministra Rosa Weber afirmou que a disparidade
racial no Brasil é flagrante e que a política de cotas
não seria razoável se a realidade social brasileira
fosse outra. “A pobreza tem cor no Brasil:
negra, mestiça, amarela”, disse Rosa Weber.
“Se a quantidade de brancos e negros pobres
fosse aproximada, seria plausível dizer que
o fator cor é desimportante”, acrescentou.
Os ministros ressaltaram, no entanto,
que a política de cotas deve ser temporária,
até que essas disparidades sejam corrigidas.
“As ações afirmativas não são a melhor opção,
mas são uma etapa.
O melhor seria que todos fossem iguais e livres”,
disse Cármen Lúcia.
A ministra Rosa Weber afirmou que a disparidade
racial no Brasil é flagrante e que a política de cotas
não seria razoável se a realidade social brasileira
fosse outra. “A pobreza tem cor no Brasil:
negra, mestiça, amarela”, disse Rosa Weber.
“Se a quantidade de brancos e negros pobres
fosse aproximada, seria plausível dizer que
o fator cor é desimportante”, acrescentou.
Os ministros ressaltaram, no entanto,
que a política de cotas deve ser temporária,
até que essas disparidades sejam corrigidas.
“As ações afirmativas não são a melhor opção,
mas são uma etapa.
O melhor seria que todos fossem iguais e livres”,
disse Cármen Lúcia.
O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que
a neutralidade estatal ao longo dos anos
resultou em um fracasso.
“Precisamos saldar essa dívida.
Ter presente o dever cívico de buscar
o tratamento igualitário”, disse.
Ele lembrou que quando presidiu o STF
implementou um sistema de cotas para
contratação de funcionários terceirizados.
Apesar de votar favoravelmente às cotas,
o ministro Gilmar Mendes ressaltou
que a reserva de vagas para
afrodescendentes pode gerar situações
controversas. Na opinião do ministro,
o ideal seria que a ação afirmativa
fosse baseada em critérios
sócio-econômicos. (Agência Estado)
a neutralidade estatal ao longo dos anos
resultou em um fracasso.
“Precisamos saldar essa dívida.
Ter presente o dever cívico de buscar
o tratamento igualitário”, disse.
Ele lembrou que quando presidiu o STF
implementou um sistema de cotas para
contratação de funcionários terceirizados.
Apesar de votar favoravelmente às cotas,
o ministro Gilmar Mendes ressaltou
que a reserva de vagas para
afrodescendentes pode gerar situações
controversas. Na opinião do ministro,
o ideal seria que a ação afirmativa
fosse baseada em critérios
sócio-econômicos. (Agência Estado)
Fica a indagação e agora como fica?
vou orientar meus alunos a se declararem
sempre negros ou índios para terem
acesso fácil as Universidades,
pelo sistema de cotas.
Não ficou definido no processo
qual o critério para se identificar um negrovou orientar meus alunos a se declararem
sempre negros ou índios para terem
acesso fácil as Universidades,
pelo sistema de cotas.
Não ficou definido no processo
ou um índio, será pelo sangue?
pela cor da pele? qual a maneira exata para
se saber quem é negro? quem é índio?
nossa miscigenação são oriundas de três raças,
o que será mesmo que somos?
pardos é o que será uma pessoa parda?
enquanto isso: Cachoeiras e cascatas desaguam
e fazem correr o rio de trapalhadas.
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