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domingo, 29 de julho de 2012
UMA BOA DICA
UMAS E OUTRAS
Consumo da bebida
dispara e impulsiona a produção de sabores regionais, que ganham espaço em todo
o Brasil
Cleide Magalhães
CRÉDITOS
Os povos egípcios,
babilônicos e sumérios já fabricavam e degustavam suas cervejas há seis mil
anos. Para o tratamentode doenças, cerimônias religiosas ou festivas ou mesmo
como alimento, a bebida já "mostrava-se popular". Eles nem imaginavam
que a bebida seria o carro-chefe de um dos setores que mais crescem no mundo.
Estudos mostram que a produção de cervejas no Brasil começa no século XIX, mas
sem a popularidades de hoje, ao menos na primeira metade do século, quando as
bebidas alcoólicas de mario consumo no País eram a cachaça e o vinho.
Hoje, a indústria cervejeira
cresce com índices invejados, movida pelo aumento da renda no país que facilita
o acesso das famílias ao produto. A segunda razão do crescimento está
relacionada ao clima. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o setor de
cerveja no Brasil representa 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), emprega cerca
de 1,7 milhão de pessoas em toda a cadeia produtiva, distribui em salários R$
16,4 bilhões e paga mais de R$ 15 bilhões em impostos.
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BIELORRÚSSIA
Bielorrússia (em bielorrusso:
Беларусь, AFI: [belərus]; em russo: Беларусь, Byelarus' ou Белоруссия, Byelorussiya;
ver Etimologia; lit.
"Rússia Branca"), oficialmente República da Bielorrússia, é um
país sem saída para o mar localizado na Europa do Leste,[2] que faz fronteira
com a Rússia a nordeste, com a Ucrânia, ao sul, com a Polônia a oeste, e com a Lituânia e Letônia a noroeste. Sua
capital é Minsk, e outras de suas
principais cidades são Brest, Grodno (Hrodna), Gomel (Homiel), Mogilev (Mahilyow) e Vitebsk (Viciebsk). Cerca
de 40% da sua área total de 207.500 quilômetros
quadrados é coberto por florestas,[3] e os seus setores
econômicos que mais se destacam são a agricultura e a indústria
manufatureira.
Até o século XX as terras que
atualmente formam a Bielorrússia pertenceram a diversos países, incluindo o Principado
de Polotsk, o Grão-Ducado
da Lituânia, o Império Russo e a Comunidade
Polaco-Lituana. Como consequência da Revolução
Russa, a Bielorrússia se tornou uma das repúblicas constituintes da União Soviética desde sua
formação, e passou a se chamar República Socialista Soviética Bielorrussa
(RSSB). A unificação final das terras bielorrussas se deu em 1939, quando o território que pertencia à Segunda República Polonesa se uniu à RSSB.[4][5][6][7][8][9] O país foi
devastado durante a Segunda
Guerra Mundial, durante a qual a Bielorrússia perdeu cerca de um
terço de sua população e mais da metade de seus recursos econômicos;[10] a república foi
reestruturada nos anos do pós-guerra. Devido ao impacto do conflito no país, a
RSSB se tornou um dos membros fundadores da Organização das Nações Unidas, juntamente com a República Socialista Soviética Ucraniana e a
própria URSS.
O parlamento da república declarou a soberania da Bielorrússia
em 27 de julho de 1990, e, logo após o fim da União Soviética, declarou a independência do país em 25
de agosto de 1991. Alexander
Lukashenko tem sido o seu presidente desde 1994; sob o seu governo, e apesar das
objeções feitas pelos governos de diversos países ocidentais, muitas políticas
do período soviético, como o controle estatal da economia, foram
reimplementados. Desde 2000 a Bielorrússia e a Rússia assinaram um tratado
de cooperação, indicando uma possível formação de uma União Estatal.
A maior parte da população de 9,85 milhões de
habitantes do país reside nas áreas urbanas em torno de Minsk e das outras
capitais de divisões regionais (voblast).[11] Mais de 80% da
população é composta por bielorrussos
nativos, com minorias consideráveis de russos, poloneses e ucranianos. Desde a
realização de um referendo
em 1995, o país tem dois idiomas oficiais: o bielorrusso
e o russo.
A Constituição da Bielorrússia não declara uma religião
oficial, embora a religião predominante no país seja o cristianismo ortodoxo russo. A segunda religião mais popular,
o catolicismo, tem um número bem menor de fieis; tanto o Natal quanto a Páscoa de ambas as
religiões, no entanto, que são comemoradas em datas diferentes, são comemorados
como feriado nacional.
DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE MAIS AJUDA
Estava conversando com uma amiga esses dias, e então entramos num assunto que faz
brilhar os olhos das pessoas em todos os lugares: DINHEIRO! Ela estava revoltada com tudo e todos,
dizendo que odiava as pessoas que ligavam pro dinheiro. Para ela, quem dá valor
ao dinheiro é "FILHO DO SISTEMA". O
mais importante era valorizar o caráter e a dignidade das pessoas, sem querer
saber de grana, pois o dinheiro não serve para nada.
Não concordei e disse que era impossível ignorar o dinheiro. O que se faz nessa vida sem dinheiro? Você nada faz sem dinheiro, ABSOLUTAMENTE NADA. Não come, não passeia, não consegue uma cama confortável para dormir, não tem crédito para responder as mensagens, não adquire roupas para andar vestido, nem para pagar um motel por mais fulera que seja. Tudo gira em torno do dinheiro, por isso tem tanta gente matando e roubando por causa dele, isso sem falar nos políticos ou seremos tão inocentes em acreditar que eles realmente se preocupam tão somente com o bem estar do povo, como diz minha amiga "me poupe". A grana limita as pessoas. Somos escravos do sistema, não dá para ser diferente. O Eike Batista, é o cara mais rico que alguns países da África. Se eu tivesse tanta grana iria aproveitar para ajudar as pessoas que não têm onde morar. Outras que estão doentes e não podem pagar uma consulta ou um simples mendicamento. E aquelas que não têm o que comer. Meu coração aperta quando vejo crianças sem vida ou vivendo em condições desumanas, minha amiga disse: é verdade pelo menos 2 ou 3 vezes na semana tem criança na mina porta pedindo alguma coisa, já pediram até ovo.
Eu sou apaixonado pelo conjunto UIRAPURU no bairro do ICUI em Ananindeua, e mais o entorno do conjunto conhecido como "favelinha" estão instalados residencias insalubres se eu tivesse uma grana suficiente mandaria sanear e fazer habitações dignas para aquelas pessoas sem ao menos conhece-las em sua totalidade, pois somente alguns são meus alunos ou filhos de alunos, o lado mau do dinheiro esta na GANÂNCIA.
Quanto mais grana se tem, mais $$$$$$$$ a pessoa
quer. Ter dinheiro para passear e viver bem já não basta, as pessoas precisam
competir entre si. É uma disputa para ver quem tem a melhor casa, o melhor
carro, o melhor celular, as melhores roupas de marca e quem viaja mais. Tem
"gente", se é que podemos chamar assim, que arma até o próprio sequestro só para
conseguir arrancar uma boa grana da família. Fora outros tantos que já acabaram
com os relacionamentos por causa da maldita "herança familiar"...
lamentável.
Sou de uma família simples, mas não me falta nada. O que ganho como funcionário público me faz feliz, costumo dizer que não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas diferente nas minha atitudes, meu coração acelera e sinto uma sensação de bem estar, quando posso ajudar alguém a resolver ou amenizar uma situação que dependa exclusivamente de dinheiro, o mundo seria um lugar melhor se todos que tem um pouquinho mais compartilhase o pouco que temos em prol daqueles que nada têm. O dinheiro não é tudo, mas para viver bem é preciso tê-lo por perto.
Tenho dito.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
UMA RÁPIDA CONVERSA
A poucos dias ao transitar pela área do MIRAMAR, comentei com minha grande amiga a respeito do perigo que era morar as próximidades daquela região da CDP.
Ela sempre atenta e critica no meu falar e muitas das vezes afirma que sou um contador de história, e chega a me ofender chamando-me de mentiroso, invencionista e sonhador, só por que acredito na existência de seres extraterrestre.
Pois bem! comentei que os grandes armazenamentos de inflamaveis em uma mesma área era um erro, e como esta armazenado da maneira que é em MIRAMAR, por diversos motivos seja econômico ou de extrategia de distribuição dos diversos tipos de inflámaveis, nesse sentido as autoridades não deveriam permitir que grande parte da área fosse habitada, principalmente em se tratando de conjunto habitacionais, devido em situação de guerra são os alvos prioritários do invasor para neutralizar a FFAA que necessitam de combustivel para seus veículos de guerra, e levar situação de pânico a sociedade civil a qual é a que mais sofre em situação de guerra.
Quando pensei que iria falar da II Grande Guerra e as extrategias de conquistas e ataques de Hitler e o destroçamento de parte da EUROPA na tentativa de fazer a guerra total e a conquista do espaço vital. Minha grande critica colocou a mão em minha bôca e pediu "por favor vamos mudar de assunto".
Fazer o que? será se eu telefonar para o "FALA QUE TE ESCUTO" serei ouvido?
Fazer o que? será se eu telefonar para o "FALA QUE TE ESCUTO" serei ouvido?
MIRAMAR PONTO CRITICO OU SENSIVEL
Explosão no terminal petroquímico do Miramar
Uma forte explosão de um tanque de combustível da PetrobrasTransportes S/A, conhecida como Transpetro, assustou moradores e funcionários por volta das 22h de ontem. O tanque estava no terminal petroquímico do Miramar, no quilômetro 02 da rodovia Arthur Bernardes,próximo ao conjunto Promorar, no bairro do Val de Cans. Duas pessoas ficaram levemente feridas.
“Eu estava conversando com meu amigo na rua, e só ouvi o estrondo. Quando olhei pro céu ele estava todo alaranjado. A minha rua tava todaescura e de repente ficou toda iluminada”, comentou um adolescente,que mora no conjunto Promorar, e foi até o local para ver o que estava acontecendo.
Rapidamente sirenes de ambulâncias e de carros-pipa do Corpo de Bombeiros começaram a romper a calmaria do fim de noite. Funcionáriosdo terminal e parentes de trabalhadores também chegaram rapidamente para saber informações sobre colegas de trabalhadores e familiares.Entretanto, a falta de informação era geral, ao ponto de irritar algumas pessoas. Até mesmo diretores do alto escalão da CDP estiveram na portaria do terminal para garantir que ninguém "não autorizado"entrasse.
João Paulo Melo, gerente operacional da empresa Paragás, esteve nolocal. Ele estava preocupado com a integridade física de moradores do entorno da área e com os tanques da empresa para a qual trabalha, mas também quase foi impedido de conversar com a imprensa. “Eu não posso ser impedido de falar com os jornalistas por ninguém. Eu não vou falaro que houve, mesmo porque eu não sei de nada, mas se eu soubesse ninguém poderia me impedir”, queixou-se.
“O meu pai trabalha no turno da noite aqui, mas toda noite ele liga pra casa. É muito estranho que após esse acidente ele não tenha ligado pra ninguém da família. Eu chego aqui e ninguém me conta nada”,reclamou a estudante Mariane Novaes, 21 anos, que também compareceu ao local, para saber informações sobre o operário Manoel Borges, 56 anos.
Somente na primeira meia hora da madrugada de hoje Mariane recebeu informações de que o pai ligou para casa informando que estava bem, e assim ela voltou para casa. Ele não ligou antes porque estaria bastante abalado, pois a explosão ocorreu próximo de onde ele se encontrava, e ele precisou correr bastante para não se machucar.
MEDO E INCERTEZAS
“Ei mano, eu moro bem no meio do mato. Se isso aqui pegar fogo todos nós vamos morrer”, se indignou a estudante Clívia Ferreira, 16 anos,que mora no conjunto Promorar. Ela reclamou do perigo de morar a algumas centenas de metros de um local com tantos tanques inflamáveis. “De vez em quando a gente sente o cheiro de vazamento de gás, mas logo é controlado”, revelou. A mãe dela, a dona de casa Patrícia Saraiva,38 anos, reforçou a queixa da filha. “Eu moro aqui a mais de trinta anos. Mas fazer o quê?”, pontuou.
No terminal são armazenados 206.847 metros cúbicos de produtos líquidos e gasosos altamente inflamáveis. São eles: óleo diesel,querosene para avião, gasolina comum, gás liquefeito de petróleo(G.L.P.), além de combustível marinho. Os tanques são pertencentes a empresas privadas e públicas numa área da Companhia Docas do Pará arrendada para as empresas utilizarem a esse fim.
Ao todo, . Isso bem diante de uma rodovia e próximo a um conjunto habitacional. Entretanto, nenhum técnico que estava na localidade informou se a área é considerada segura o suficiente para funcionar numa área residencial.
O DIÁRIO entrou em contato com a assessoria de comunicação da CDP, e nos foi informado que não era possível ser fornecido esse tipo deinformação, uma vez que os diretores da companhia estavam reunidos com diretores da Transpetro, e somente um diretor ou um técnicocredenciado poderia fornecer tal explicação mais detalhada, e isso não seria possível até o fechamento dessa edição.
NOTA
Em nota, a Transpetro informou que, por volta das 22h10 de quinta-feira (26/07), houve um princípio de incêndio durante operação de limpeza de uma linha de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Terminal de Belém. Imediatamente, a brigada de incêndio foi acionada. Dois empregados tiveram ferimentos leves e foram levados ao hospital, mas já foram liberados. Uma comissão será criada para apurar as causasdo incidente.
(DOL com informações do Diário do Pará)
UM POUCOCHITO DO MEC
O Ministério da Educação foi criado em 1930, logo após a chegada de Getúlio Vargas ao poder. Com o nome de Ministério da Educação e Saúde Pública, a instituição desenvolvia atividades pertinentes a vários ministérios como saúde, esporte, educação e meio ambiente. Até então, os assuntos ligados à educação eram tratados pelo Departamento Nacional do Ensino, ligado ao Ministério da Justiça.
Em 1932, um grupo de intelectuais preocupado em elaborar um programa de política educacional amplo e integrado lança o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores, como Anísio Teixeira.
O manifesto propunha que o Estado organizasse um plano geral de educação e definisse a bandeira de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. Nessa época, a igreja era concorrente do Estado na área da educação.
Foi em 1934, com a nova constituição federal, que a educação passa a ser vista como um direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos poderes públicos.
De 1934 a 1945, o então ministro da Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema Filho, promove uma gestão marcada pela reforma dos ensinos secundário e universitário. Nessa época, o Brasil já implantava as bases da educação nacional.
Até 1953, foi Ministério da Educação e Saúde. Com a autonomia dada à área da saúde surge o Ministério da Educação e Cultura, com a sigla MEC.
O sistema educacional brasileiro até 1960 era centralizado e o modelo era seguido por todos os estados e municípios. Com a aprovação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1961, os órgãos estaduais e municipais ganharam mais autonomia, diminuindo a centralização do MEC.
Foram necessários treze anos de debate (1948 a 1961) para a aprovação da primeira LDB. O ensino religioso facultativo nas escolas públicas foi um dos pontos de maior disputa para a aprovação da lei. O pano de fundo era a separação entre o Estado e a Igreja.
O salário educação, criado em 1962, também é um fato marcante na história do Ministério da Educação. Até hoje, essa contribuição continua sendo fonte de recursos para a educação básica brasileira.
A reforma universitária, em 1968, foi a grande LDB do ensino superior, assegurando autonomia didático-científica, disciplinar administrativa e financeira às universidades. A reforma representou um avanço na educação superior brasileira, ao instituir um modelo organizacional único para as universidades públicas e privadas.
A educação no Brasil, em 1971, se vê diante de uma nova LDB. O ensino passa a ser obrigatório dos sete aos 14 anos. O texto também prevê um currículo comum para o primeiro e segundo graus e uma parte diversificada em função das diferenças regionais.
Em 1985, é criado o Ministério da Cultura. Em 1992, uma lei federal transformou o MEC no Ministério da Educação e do Desporto e somente em 1995, a instituição passa a ser responsável apenas pela área da educação.
Uma nova reforma na educação brasileira foi implantada em 1996. Trata-se da mais recente LDB, que trouxe diversas mudanças às leis anteriores, com a inclusão da educação infantil (creches e pré-escola). A formação adequada dos profissionais da educação básica também foi priorizada com um capítulo específico para tratar do assunto.
Ainda em 1996, o Ministério da Educação criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) para atender o ensino fundamental. Os recursos para o Fundef vinham das receitas dos impostos e das transferências dos estados, Distrito Federal e municípios vinculados à educação.
O Fundef vigorou até 2006, quando foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Agora, toda a educação básica, da creche ao ensino médio, passa a ser beneficiada com recursos federais. Um compromisso da União com a educação básica, que se estenderá até 2020.
É nessa trajetória de quase 80 anos que o Ministério da Educação busca promover um ensino de qualidade. Com o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em 2007, o MEC vem reforçar uma visão sistêmica da educação, com ações integradas e sem disputas de espaços e financiamentos. No PDE, investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior.
A construção dessa unidade só será possível com a participação conjunta da sociedade. Com o envolvimento de pais, alunos, professores e gestores, a educação se tornará um compromisso e uma conquista de todos.
A Lei Federal nº 7.044/82 revogou explicitamente o artigo 23 da Lei Federal nº 5692/71, justo
aquele que permitia a expedição de Certificados de conclusão do ensino de 2º Grau ao final da 3ª
série do curso técnico.
Desde a inauguração da Escola Antonio Gondim lins em Ananindeua/Pa os professores em sua maioria lutaram para que voltasse a escola profissionalizante idealizada por Jarbas Passarinho, o baluarte e que esteve sempre a frente o Professor TENÓRIO foi aposentado e não conseguiu seu intento.
domingo, 22 de julho de 2012
ANANINDEUA E O PAC
Ananindeua prepara projeto para PAC Mobilidade Urbana-Médias Cidades
A presidente Dilma Rousseff lançou ontem o PAC Mobilidade Médias Cidades para cidades de 250 mil a 700 mil habitantes. Serão R$ 7 bilhões para financiamento de projetos e obras de infraestrutura na área da mobilidade urbana. É uma grande iniciativa do governo federal de se juntar aos municípios e auxiliar na abertura de novas vias, de alternativas de transporte e fazer com que o trânsito e a mobilidade nas cidades possam melhorar. A prefeitura de Ananindeua já está estruturando o projeto para apresentar para o governo. Até o 30 de novembro sairá o resultado, que beneficiará 75 municípios brasileiros.
SERÁ?
Créditos IARA CAMARATTA ANTON
Não, é claro que não vamos lembrar! Grandes neurologistas, pesquisadores da memória, comprovam que existem falsas memórias, geralmente inspiradas e desencadeadas por fotos, filmagens e histórias que as pessoas contaram a respeito de nossa vida pregressa. Vamos montando cenas, encadeando supostos fatos e sensações, revivendo emoções ditadas muito mais pela fantasia do que pela realidade.
As primeiras memórias “organizadas” vão se instalando aos poucos, e não há uma “idade certa” para que isto ocorra. Geralmente, trata-se de flashes, imagens que passam voando, como num piscar de olhos, como se estivessem soltas no ar. Mais adiante, as memórias vão se associando com maior coerência e constância, de modo que passam a compor uma noção de história. Geralmente, trata-se de fatos marcantes, quer pelo prazer, quer pela dor que proporcionaram.
Algumas memórias desfazem-se, por uma série de razões que a própria psiconeurologia explica, concretamente. Outras passam a fazer parte da face oculta da mente, de modo que se mostram inacessíveis à consciência humana – algumas, por serem muito remotas; outras, por serem menos importantes; outras, por terem sofrido recalques, dado o nível de sofrimento a elas associados.
E por falar em bebês..
Falávamos em bebês. Em nossos bebês e nos bebês que, um dia, fomos nós. Não, é claro que nem nós e nem eles iremos lembrar. Isto, porém, não torna menos importantes os registros que, em nossa mente, foram gravados, a ferro e fogo.
Primeiro, pela desproteção, que nos fazia extremamente vulneráveis, dependentes de quem representava, para nós, deuses ou demônios, seres detentores de poderes que envolviam muito mais do que prazer e dor: envolviam sensações diretamente ligadas à vida e à morte.
Claro, todos nós sofremos traumas. Todos nós, sem nenhuma exceção. A cada situação onde sentíamos que não dávamos conta, medos, dos mais variados tamanhos e formas, nos invadiam completamente. Mas isso passa quando há quem se importe e nos socorra, nos assegure e restaure em nós a sensação de bem-estar.
Estou insistindo na palavra “sensação”, pois esta é dominante enquanto se é um bebê, que sequer dispõe de palavras para descrever e denominar o que se passa. O predomínio das sensações de bem-estar, derivadas do atendimento adequado às necessidades infantis instaura em nós a chamada “confiança básica”, base da crença que o mundo é um lugar bom, que há quem se importe e com quem se pode contar, e que vale a pena viver.
Estes são os primeiros passos para a aprendizagem do amor e para o desenvolvimento da capacidade de amar e ser amado.
SE A MODA PEGA
Militares gay uniformizados participam de parada em San Diego
Pela primeira vez, membros das Forças Armadas dos Estados Unidos puderam marchar com seus uniformes durante a parada gay de San Diego, realizada neste sábado.
Dezenas de soldados e marinheiros marcharam ao lado de um caminhã militar decorado com uma faixa que dizia "Liberdade para servir" e uma bandeira com as cores do arco-íris. Militares vestidos em roupas civis também participaram da parada ao lado de seus colegas uniformizados.
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Pela primeira vez, membros das Forças Armadas dos Estados Unidos puderam marchar com seus uniformes durante a parada gay de San Diego, realizada neste sábado.
Dezenas de soldados e marinheiros marcharam ao lado de um caminhã militar decorado com uma faixa que dizia "Liberdade para servir" e uma bandeira com as cores do arco-íris. Militares vestidos em roupas civis também participaram da parada ao lado de seus colegas uniformizados.
David Maung/Efe | ||
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Membros das Forças Armadas dos Estados Unidos participam de parada em San Diego |
Pessoas que assistiam à parada levaram cartazes com os dizeres "Obrigado pelo serviço". Uma mulher segurava um cartaz que dizia "Meu filho gay é um oficial da Marinha".
Em um comunicado enviado a todos os setores das Forças Armadas este ano, o Departamento de Defesa dos EUA informou que permitiria a marcha em San Diego, mesmo que sua política costume proibir a participação de militares uniformizados em paradas.
O Departamento de Defesa disse na última quinta-feira que tomou essa decisão porque os organizadores da marcha em San Diego estavam encorajando os militares a comparecer em seus uniformes e a parada estava ganhando atenção nacional.
É muita viadagem nos quarteis.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
GUERRILHA NO BRASIL
Relatório de 1972 aponta mortes na ditadura
Um relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), órgão de repressão da ditadura militar (1964-1985) extinto há duas décadas, comprova que o governo brasileiro sabia oficialmente 30 anos atrás da morte do desaparecido político Ruy Carlos Vieira Berbert, cujas fotos já morto foram achadas pelo jornal “O Estado de S. Paulo” no Arquivo Nacional. Berbert é um dos 12 integrantes da luta armada - um dos outros é Virgílio Gomes da Silva, comandante do sequestro do embaixador dos EUA Charles Elbrick em 1969, também oficialmente desaparecido - dados como mortos no documento do CIE “Terroristas da ALN com cursos em Cuba (Situação em 21jun72)” guardado no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro(Aperj).
Segundo o texto, o homem cujas fotos depois de morto foram divulgadas no sábado, 7 de julho, integrou na ilha, sob o codinome Joaquim, uma das turmas de treinamento de guerrilha da ALN (Ação Libertadora Nacional), organização fundada pelo ex-deputado pelo PCB Carlos Marighela. As fotografias mostram o cadáver de Berbert em Natividade, hoje no Estado de Tocantins. Depois da publicação da reportagem, a Comissão da Verdade, criada para investigar crimes contra direitos humanos ocorridos de 1946 a 1988, decidiu reabrir as investigações sobre o paradeiro dos restos mortais do guerrilheiro. Foi a primeira iniciativa desse tipo tomada pelo órgão, que começou a trabalhar em maio.
O III DA ALN
O documento do CIE é parte do acervo do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) carioca guardado no Aperj. O texto aponta que oito dos 12 mortos eram do “III Exército da ALN”, nome dado a uma das turmas do curso de guerrilha - são citadas quatro. O detalhamento do relatório - com codinome de cada guerrilheiro na ilha, nomes de quase todos, período do treino (maio a dezembro de 1970, no caso do III Ex), turma (são citadas quatro), situação (morto, foragido, preso ou banido) e até cursos específicos que só alguns frequentaram (explosivos, enfermagem)- levantou suspeitas entre ex-ativistas. Para alguns sobreviventes da organização, havia um agente infiltrado, presumivelmente da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) em Cuba, delatando-os.
O III Ex da ALN teve características especiais. Seus integrantes formaram o “Grupo dos 28”, que rachou com a organização e formou o Molipo (Movimento de Libertação Popular), dizimado ao tentar se instalar no Brasil.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
ELA SE FAZ DE TOLINHA
O Brasil inteiro parou para ouvir os queixumes e choramingas da ex-primeira dama do País. Tudo o que foi dito em nada me surpreendeu, já era público e notório. Suas lamurias decorreram frente a uma pensão considerada ínfima por ela, vejam que ela não quer trabalhar apenas gastar. Notei também que buscava o alavancar na mídia seu futuro livro, quem sabe alguns ainda curiosamente irão comprar na próxima feira do livro em Belém ou quem sabe na bienal em São Paulo? Contrapõem-se apenas em decorrência das atuais condições mais favoráveis politicamente de seu ex-marido. Muitos são os questionamentos de inopinada e extemporânea manifestação.
Pontos cruciais foram explorados com maior ênfase em seu manifesto. Registrou-se que Collor quando agiu em desvio de conduta teria gasto indevidamente algo em torno de R$2.500.000,00 na casa da Dinda, uma Fiat Elba, e, algumas notas fiscais de origem duvidosa.
Registrado ficou o uso da magia negra para amenizar ou mesmo eliminar as ações antagônicas a sua pessoa ou/e ao governo naquele momento.
Por último foi deixado bem claro a força antagônica e decisiva para seu impedimento presidencial exercida por parte dos Caras Pintadas, que no meu entendimento foram certamente financiados por adversários políticos.
Grifado no discurso da ex-Collor chorosa quem sabe querer mais 15 minutos de fama existe a condicionante que leva muitos a inimagináveis mais possíveis interpretações, entre eles, eu. Fico a imaginar que em virtude do propalado julgamento do Mensalão previsto para serem iniciadas agora em agosto, forças ocultas, quem sabe aquelas forças que certamente jânio Quadros ou mesmo Getulio Vargas se referiram ou ate mesmo aliadas a Fernando Collor, não estejam arquitetando promover a sociedade uma amostragem comparativa entre o governo Collor, e, o governo Lula (mensalão) logicamente interligando-o com o atual de Dilma que até o momento não percebo nenhuma ligação com corrupção ou dilapidação do erário público, só DEUS sabe posso até esta enganado com as atitudes da mandatária máxima a qual respeito muito.
Ninguém pode negar que em termos de ilicitudes o Collor era fichinha em relação a tudo que ate agora foi feito, e, levando-se em consideração apenas ao que foi descoberto e o que se sabe era que ele tinha "o saco roxo".
O Collor julgando-se onipotente preferiu recorrer ao pagamento de uma pajé. O outro tendo aprendido com o erro de Collor comprou uma aldeia inteira de pajés formando os mensaleiros.
Collor não se precaveu junto ao legislativo, e, ao judiciário sucumbindo por isso às pressões populares dos caras pintadas. O outro dominou tudo desmotivando com isso, e, com outros penduricalhos de benesses ditas sociais, as possíveis manifestações dos caras pintadas, que ate agora permanecem inertes perante enormes atos de corrupções estampadas corriqueiramente na mídia nacional.
Diante do sistema arcaico eleitoral na época cédulas de papel na hora da votação acreditem votei contado 272 vezes em Collor de Melo e hoje me arrependo por isso, pois acreditei que realmente ele seria "a salvação da Pátria".
O que será que pretendem realmente? Tudo é possível, ate mesmo o inimaginável. Como esta não pode ficar, vamos ter de esperar, para ver como fica, ou vamos cantar a musica de Geraldo Vandré, e, mostrar a todos que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
UM DIA SANTO COMO TODOS OS OUTROS
Sexta-Feira 13
O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do Zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.
Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.
História
Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro:
- Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira.
- A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão.
- Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira.
No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Eventos históricos e pseudo-históricos
Alguns incidentes ocorridos nessa data:- Mu, terra de nossos ancestrais, foi destruído em uma sexta-feira 13, e esta seria a origem do medo deste dia, segundo o pseudo-historiador James Churchward.
- O pior incêndio de florestas na história da Austrália ocorreu em uma sexta-feira 13 de 1939, onde aproximadamente 20 mil quilômetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.
- A queda do avião que levava a equipe uruguaia de rúgbi nos Andes foi em uma sexta-feira 13 de 1972. Os acontecimentos neste acidente deram origem ao livro Sobreviventes: a Tragédia dos Andes, de Piers Paul Read, e ao filme Alive (Vivos) de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).
Celebrações da Sexta-feira 13 em Portugal
Em Portugal, muitas cidades e vilas celebram a Sexta-feira 13. A maior festa acontece no castelo de Montalegre, Trás-os-Montes. Em Montalegre, todas as sextas-feiras 13 há uma grande festa, onde não faltam as bruxas, os bruxos, feitiços, teatro e a famosa queimada.
Na vila de Vinhais, na aldeia de Cidões, também se festeja a sexta-feira 13. Nesta festa, as pessoas reúnem-se à volta de uma grande fogueira. Há também um banquete com produtos locais.
A noite é das mulheres, que aproveitam para passarem uma noite com muita adrenalina à mistura.
Noutras cidades portuguesas, como Braga, Loulé ou Porto, a sexta-feira 13 é celebrada com muita animação e com muitas bruxas à mistura.
PROJETO DE CORNO ?
Moça engole celular com mensagens misteriosas
quinta-feira, 12 de julho de 2012
MST
É claro que existem bandidos no MST. Ora, se existem no parlamento brasileiro? Por que não haveriam bandidos nos movimentos sociais? Esta não é a questão. A questão é saber em que lugar está a autoridade de mediação do conflito e quais as saídas?!? E que não seja a vida dos envolvidos nos litígios. Créditos Marise Morbach
quarta-feira, 11 de julho de 2012
ROMA EMBRIÃO DO FEUDALISMO
Roma
Antiga
Origem: Wikipédia, a
enciclopédia livre.
Denomina-se Roma Antiga a civilização que surgiu de
uma pequena comunidade agrícola fundada na península
Itálica no século X
a.C.. Localizada ao longo do mar
Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, tornou-se um dos maiores impérios do mundo antigo.
Em seus séculos de existência, a civilização romana
passou de uma monarquia
para uma república
oligárquica, até se transformar em um império cada vez mais autocrático. O Império Romano chegou a
dominar o Sudoeste
da Europa Ocidental, Sudeste da Europa/Bálcãs e toda a bacia
do Mediterrâneo através da conquista e assimilação.
Devido à instabilidade política e econômica interna
e às migrações dos povos bárbaros, a parte ocidental do império, incluindo a Itália,
Hispania, Gália, Britânia e África,
dividiu-se em reinos independentes no século V. Esta
desintegração é o marco que historiadores
usam para dividir a Antiguidade
da Idade Média.
O Império
Romano do Oriente, governado a partir de Constantinopla, surgiu
depois que Diocleciano
dividiu o império em 286 e sobreviveu a essa
crise. Compreendia a Grécia, Balcãs, Ásia
Menor, Síria
e Egito.
Apesar da posterior perda da Síria e do Egito para o Império Árabe-Islâmico, o
Império Romano do Oriente continuou existindo por mais outro milênio, até que
seus restos foram
finalmente anexados pelo emergente Império Otomano. Este
estágio oriental, cristão e medieval do império é geralmente chamado de Império
Bizantino pelos historiadores.
A civilização romana é muitas vezes agrupada na
"antiguidade
clássica" com a Grécia Antiga, uma
civilização que, junto com a civilização
etrusca e as muitas outras civilizações que os romanos conquistaram
e assimilaram, inspirou grande parte da cultura
da Roma Antiga. A Roma antiga contribuiu grandemente para o
desenvolvimento do direito,
governo, guerra, arte, literatura, arquitetura, tecnologia, religião e da linguagem no mundo ocidental e sua
história continua a ter uma grande influência sobre o mundo de hoje.
De acordo com a lenda, Roma
foi fundada em 753 a.C.
por Rômulo e
Remo, que foram criados por uma loba.
Os antigos povos que habitavam a região do Lácio, os latinos, pequeno povo de
camponeses indo-europeus
vindo da Ásia e do centro da Europa, nas proximidades
de Roma, desenvolveram uma economia baseada na agricultura e nas
atividades pastoris. A sociedade,
nesta época, era formada por patrícios (nobres
proprietários de terras) e plebeus
(comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia: a cidade era
governada por um rei, originalmente de origem latina, porém os últimos
reis do período monárquico foram de origem etrusca.
Os romanos deste período eram politeístas, venerando deuses semelhantes aos dos gregos (embora com nomes
diferentes). Os gregos também influenciavam, juntamente com os etruscos, as
primeiras formas de arte realizadas pelos romanos deste período.
Conforme a versão lendária da fundação de Roma,
relatada em diversas obras literárias romanas, tais como a Ab
Urbe condita libri (literalmente,
"desde a fundação da Cidade"), de Tito Lívio, e a Eneida, do poeta Virgílio, Eneias, príncipe troiano filho de Vénus,
fugindo de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma
filha de um rei latino.
Seus descendentes, Rómulo e Remo, filhos de Reia Sílvia, rainha da
cidade de Alba Longa, com o deus Marte, foram jogados por Amúlio, rei da cidade, no
rio Tibre. Mas foram salvos por
uma loba
que os amamentou, tendo sido, em seguida, encontrados por camponeses. Conta
ainda a lenda que, quando adultos, os dois irmãos voltaram a Alba Longa,
depuseram Amúlio e em seguida fundaram Roma, em 753 a.C. A data tradicional
da fundação
(21 de abril de 753 a.C.) foi
convencionada bem mais tarde por Públio
Terêncio Varrão, atribuindo uma duração de 35 anos a cada uma das
sete gerações correspondentes aos sete
mitológicos reis. Segundo a lenda, Rômulo matou o irmão e se
transformou no primeiro rei de Roma.
Monarquia
A documentação do período monárquico de Roma
encontrada até hoje é muito precária, o que torna este período menos conhecido
que os períodos posteriores. Várias dessas anotações registram a sucessão de
sete reis, começando com Rômulo
em 753 a.C., como representado
nas obras de Virgílio
(Eneida) e Tito Lívio (História de
Roma).
A região do Lácio foi habitada por
vários povos. Além dos latinos,
os etruscos tiveram um papel
importante na história da Monarquia de Roma, já que vários dos reis tinham
origem etrusca.
O último rei de Roma teria sido Tarquínio,
o Soberbo (534 a.C.-509 a.C.) que, em razão de
seu desejo de reduzir a importância do senado na vida política
romana, acabou sendo expulso da cidade e também assassinado. Este foi o fim da
monarquia em Roma.
Durante esse período, o monarca (rei) acumulava os
poderes executivo, judicial e religioso, e era auxiliado pelo senado, ou
conselho de anciãos, que detinha o poder legislativo e de veto, decidindo
aprovar, ou não, as leis criadas pelo rei.
Herdando
territórios do Império
Bizantino
República Romana é a expressão usada por convenção
para definir o Estado romano e suas provínciass
desde o fim do Reino de
Roma em 509 a.C.
ao estabelecimento do Império
Romano em 27 a.C..
Durante o período republicano, Roma transformou-se
de simples cidade-estado num grande império, voltando-se inicialmente para a
conquista da península
Itálica e mais tarde para a Gália e todo o mundo da
orla do mar
Mediterrâneo.
Império Romano
Império Romano é a designação utilizada por
convenção para referir o Estado
romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efetuada pelo
primeiro imperador, Augusto.
Embora Roma possuísse colônias e províncias antes desta data, o estado
pré-Augusto é conhecido como República Romana.
Os historiadores fazem a distinção entre o Principado, período de
Augusto à crise
do terceiro século, e o Domínio ou Dominato que se estende de Diocleciano ao fim do Império Romano do Ocidente. Durante o Principado (da palavra latina princeps, que significa
primeiro), a natureza autocrática do regime era velada por designações e
conceitos da esfera republicana, manifestando os imperadores relutância em se
assumir como poder imperial. No Domínio (palavra com origem em dominus,
senhor), pelo contrário, estes últimos exibiam claramente os sinais do seu
poder, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos simbólicos do seu estatuto.
Roma fazia o controle social atraves da política do pão e circo, até hoje copiado por muitos políticos brasileiros nas regiões mais pobres.
Sociedade
A toga era o traje distintivo
dos homens romanos, enquanto as mulheres usavam estolas.
A túnica era usado sob a
toga, embora os pobres, escravos e crianças pequenas usassem apenas túnicas.
Os principais grupos sociais que se construíram em
Roma eram os patrícios,
os clientes, os plebeus e os escravos.
- Ordem senatorial: eram grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.
- Ordem equestre: eram homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio econômico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da dominação política e militar dos patrícios.
- Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas. Apesar da conotação do nome, havia plebeus ricos.
- Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços. Muitos escravos também eram eventualmente libertados.
Casamento
Nos primeiros séculos da República
Romana, existiam simultaneamente duas formas de casamento: a confarreatio,
própria dos patrícios, e a coemptio, que era o casamento plebeu. A confarreatio
consistia essencialmente numa cerimônia religiosa celebrada diante do altar
doméstico: espalhava-se sobre a vítima imolada uma papa de farinha (feita de
espelta, far) e dividia-se pelos noivos, que o comiam, um bolo, também feito de
espelta. O caráter rústico e sem dúvida propriamente latino e muito arcaico
deste rito é evidente. Constituía o momento solene das núpcias, mas era
precedido e seguido de toda uma série de práticas pitorescas descritas pelos
autores antigos.
Na véspera do casamento, a jovem noiva oferecia as
suas bonecas aos lares da casa paterna. No mesmo dia, vestia uma túnica branca
(tunica recta) cujo pano fora tecido segundo um processo arcaico e que
apertava na cintura com dois nós. Penteava o cabelo com a ajuda de um
instrumento especial em ponta de lança (hasta caelibaris): o cabelo era
dividido em seis madeixas atadas com pequenas fitas e reunidas num carrapito.
Em seguida, sobre o cabelo assim penteado, dispunha-se um véu cor de laranja (flamineum)
e por cima da túnica um manto (palla), espécie de xale largo que envolvia
a parte superior do corpo. Por vezes, acrescentava-se uma coroa de flores e
várias joias, um colar de ouro, pulseiras. A jovem noiva calçava sandálias da
mesma cor que o flamineum.
A espelta ou trigo-vermelho
(Triticum spelta) é uma espécie da família
das gramíneas, próxima do trigo. Muito consumido em partes da Europa desde a Idade do Bronze até a Idade Média, hoje é pouco
plantado, embora ainda seja cultivado na Europa Central e na Itália, e tenha encontrado
um novo mercado na área de alimentos saudáveis. Por vezes, a espelta é
considerada uma subespécie
do trigo comum (T. aestivum) e recebe o nome científico Triticum
aestivum subsp. spelta.
Terra e propriedade
Na Roma antiga, a agricultura era a atividade
econômica fundamental, diferente de outros povos da época, que preferiam dar
maior importância ao comércio e ao artesanato. Mas isso se deve, em parte, à
geografia favorável da península
Itálica, que, ao contrário das terras da Grécia, por exemplo,
permitia o trabalho agrícola em grande escala.
Alguns especialistas recentes acreditam que Roma se
tenha formado a partir de uma aldeia de agricultores e pastores. Inicialmente,
a terra era utilizada de forma comunitária, com base em grupos de famílias
chamados clãs ou gens. Mas essa situação começara a mudar com a
expansão de territórios e o crescimento econômico e populacional. As famílias
mais antigas e poderosas, que possuíam terras mais férteis, passaram a
apropriar-se de terras que até então eram públicas.
Num processo de ocupação de terras, os romanos
chegaram numa situação em que, de um lado, havia os grandes latifundiários que
concentravam todos os poderes políticos das regiões e, de outro, os pequenos
proprietários que, sem direitos de manifestação e de representação, viam-se
arruinados pela contínua perda de suas próprias terras. Isso causou
desequilíbrios sociais e, durante vários séculos, conflitos.
Força
militar
Uma balista romana.
Roma foi um Estado militarista cuja história e desenvolvimento sempre foram muito relacionados às grandes conquistas militares, durante os seus doze séculos de existência. Então, o tema central a ser falado quando se discute a história militar da Roma Antiga é o sucesso conseguido pelos exércitos romanos em batalhas campais que garantiam sua hegemonia, desde a conquista da península Itálica às batalhas finais contra os bárbaros.
A maior prova do sucesso militar do Império Romano foi sua
expansão territorial, pela qual Roma passou de uma simples cidade-estado para um
verdadeiro império, que abrangia boa
parte da atual Europa
Ocidental, boa parte do norte da África e uma parte da Ásia. Essas grandes
conquistas militares do Império Romano se deram
pelo avanço da ciência militar que ela desenvolveu, inovando cada vez mais na
indústria bélica. Eles criaram armas que envolviam tática e força, como o corvo, o gládio, o pilo e a catapulta; mas também
deve-se ressaltar que as conquistas romanas se deram pela grande organização e
empenho dos exércitos.
Podemos citar algumas guerras onde os Romanos
tiveram grande êxito, como: As Guerras Samnitas, as Guerras Púnicas, a Guerra
Lusitânica, as Guerras
macedônicas, a Guerra Jugurtina, as Guerras
Mitridáticas, as Guerras
da Gália, as Guerras
Cantábricas, as Guerras Germânicas de Augusto, as invasões
romanas das ilhas britânicas, as Campanhas de Trajano na Dácia e as Campanhas de
Trajano na Pártia. Mas os romanos não
tiveram apenas guerras expansionistas, isto é, fora de seu território, também
tiveram, assim como todos os impérios, revoltas e rebeliões internas. Dentre as
quais, podemos citar: as revoltas do Ano dos quatro imperadores, as Guerras civis Romanas
(várias), a Guerra Social, os Motins de Nika, a Revolta
dos Batavi, as revoltas dos judeus (várias) e as Guerras Servis. E no
contexto de guerras expansionistas, revoltas e rebeliões romanas, não
poderíamos deixar de destacar alguns dos grandes líderes militares de Roma, os
grandes generais: Júlio César;
Pompeu, o Grande; Lúcio
Cornélio Sula; Caio Mário;
Cipião
Africano e Quintus Fabius Maximus Verrucosus.
Engenharia, arquitetura e tecnologia
Pont du Gard, na França, é um aqueduto romano construído em c. 19 a.C. É um Patrimônio
Mundial.
Além de construir estradas que ligavam todo o
império, os romanos edificaram aquedutos
que levavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas
de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas.
A arquitetura romana sofreu uma enorme influência
da arquitetura
grega, porém, adquiriu algumas características próprias. Os romanos,
por exemplo, modificaram a linguagem arquitetônica que receberam dos gregos,
uma vez que acrescentaram aos estilos herdados (dórico, jônico e coríntio) duas novas formas
de construção: os estilos toscano
e compósito.
As características que abrangiam os traços arquitetônicos gregos e romanos
foram chamadas de Arquitetura Clássica por muitos escritores. Alguns exemplos
característicos deste estilo expandiram-se por toda a Europa, devido ao
expansionismo do Império Romano, nomeadamente o aqueduto, a basílica, a estrada romana, o Domus, o Panteão, o arco do triunfo, o anfiteatro, termas e
edifícios comemorativos.
A Via Ápia (Via Appia),
uma estrada romana que liga a
cidade de Roma ao sul da Itália, permanece
utilizável até hoje.
A evolução da arquitetura
romana reflete-se fundamentalmente em dois âmbitos principais: o das
escolas públicas e o das particulares. No âmbito das escolas públicas, as obras
(templos, basílicas, anfiteatros, etc) apresentavam dimensões monumentais e
quase sempre formavam um conglomerado desordenado em torno do fórum - ou praça
pública - das cidades.
As obras particulares, como os palácios urbanos e
as vilas de veraneio da classe patrícia, se desenvolveram em regiões
privilegiadas das cidades e em seus arredores, com uma decoração deslumbrante e
distribuídas em torno de um jardim.
A plebe vivia em construções de insulae,
muito parecidos com nossos atuais edifícios, com portas que davam acesso a
sacadas e terraços, mas sem divisões de ambientes nesses recintos. Seus característicos
tetos de telha de barro cozido ainda subsistem em pleno século XXI.
Cultura
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes
cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam
para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se
pelos quatro cantos do império, dando origem, na Idade Média, ao português,
francês,
italiano,
romeno e espanhol
(línguas
neolatinas).
A mitologia romana
representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam
explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade
que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar
o mito da Fundação
de Roma, com Rômulo e Remo
e o Rapto das Sabinas.
Língua
A língua nativa dos romanos
era o latim, uma língua
itálica. Seu alfabeto
era baseado no alfabeto
etrusco, que por sua vez era baseado no alfabeto grego. Embora a
maior parte da literatura
latina sobrevivente seja composta quase inteiramente pelo latim clássico, uma língua
literária e altamente estilizada, polido e artificial do século I
aC, a língua
falada do Império
Romano era o latim
vulgar, que diferia significativamente do latim clássico em aspectos
como gramática e vocabulário, e,
eventualmente, na pronúncia.
Enquanto o latim continuou a ser a principal língua
escrita do Império Romano, o grego veio a ser a língua
falada pela elite bem-educada, visto que a maioria da literatura estudada pelos
romanos era escrito em grego. Na metade oriental do Império Romano, que mais
tarde se tornou o Império
Bizantino, o latim nunca foi capaz de substituir o grego e, após a
morte de Justiniano
I, o grego se tornou a língua oficial do governo
bizantino. A expansão do Império Romano
espalhou o latim em toda a Europa e
o latim vulgar evoluiu para dialetos
em diferentes locais, mudando gradualmente e se tornando as muitas línguas
românicas distintas atuais.
Religião
Desde os tempos da fundação de Roma, havia a crença em muitos deuses. Ao
longo dos séculos, os romanos assimilaram numerosas influências religiosas. No
princípio, as divindades eram cultuadas nos lares e, com a consolidação do
Estado, os deuses passaram a ser cultuados publicamente, com sacerdotes
presidindo as cerimônias. Conquistada a Magna Grécia, os deuses
romanos se confundiram com os gregos, aos quais foram atribuídos nomes latinos.
A expansão territorial e o advento do Império
levaram à incorporação de cultos orientais, além daqueles de origem
helenística. Os romanos cultuavam, por exemplo, o deus persa Mitra, o que incluía a
crença em um redentor que praticava o batismo e a comunhão pelo pão e pelo
vinho.
Conversão ao cristianismo
Pórtico
do Templo de Antonino e Faustina, mais tarde transformado em uma
igreja.
Na Judeia,
uma das províncias
romanas no Oriente,
facções políticas locais se digladiavam em fins do século I a.C. De um lado, a
aristocracia e os sacerdotes judeus aceitavam a dominação romana, pois os
primeiros obtinham vantagens comerciais e os segundos mantinham o monopólio da
religião. Entre as várias seitas judaicas que coexistiam na região, estavam a
dos fariseus, voltados para a
vida religiosa e estudo da Torá, e a
dos essênios, que pregavam a
vinda do Messias, um rei poderoso que lideraria os judeus rumo à independência.
Nesse clima de agitação, durante o governo de Augusto, nasceu, em Belém,
um judeu chamado Jesus.
Apegados ao monoteísmo,
os cristãos não juravam o
culto divino ao imperador, provocando reações violentas. As perseguições
ocorreram em curtos períodos, embora violentos, na medida em que o culto divino
ao imperador, estabelecido por Augusto
mas formalizado por Domiciano,
era aplicado nas províncias . Muitos foram perseguidos, outros morreram nas
arenas, devorados por feras. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas se
convertiam ao cristianismo, especialmente pobres e escravos, que se voltavam
para a Igreja por acreditarem na promessa de vida eterna no Paraíso.
Em 313, o imperador
Constantino I fez publicar
o Édito de
Milão, que instituía a tolerância religiosa no império, beneficiando
principalmente os cristãos. Com isso, recebeu apoio em sua luta para se tornar
o único imperador e extinguir a tetrarquia. Em 361, assumiu o trono Juliano,
o Apóstata, que tentou reerguer o paganismo, dando-lhe
consistência ético-filosófica e reabrindo os templos. Três anos depois o
imperador morreu e, com ele, as tentativas de retomar a antiga
religião romana. Em 391, Teodósio I (379-395)
oficializou o cristianismo nos territórios romanos e perseguiu os dissidentes.
Após seu reinado, o império foi dividido em duas partes. Os filhos de Teodósio
assumiram o poder: Arcádio
herdou o Império
Romano do Oriente, cujo centro político era Constantinopla (antiga
Bizâncio, rebatizada em homenagem ao imperador Constantino, localizava-se onde
hoje é a cidade turca de Istambul);
a Honório coube o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma.
Pintura
de uma mulher tocando cítara.
A cultura
romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos
adotaram muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega. Ao longo de sua
história, a arte romana sofreu três
grandes influências: a etrusca
(na técnica), a grega (na decoração) e a
oriental (na monumentalidade). É comum se dizer que Roma conquistara a Grécia militarmente, fora
por ela conquistada culturalmente. No começo do período imperial, destacavam-se
os romanos que dominavam a língua grega, vestiam-se
como os gregos e conheciam as notícias sobre Atenas e Corinto. Em Roma, as casas
da elite eram decoradas com estátuas e vasos gregos, originais ou réplicas.
Roma tornara-se "a maior cidade grega do mundo".
A arte romana desenvolveu-se principalmente a
partir do século II
a.C. Para os romanos, a arquitetura era uma arte prática por
excelência. Construíram obras importantes, como pontes, viadutos, aquedutos,
arcos e colunas triunfais, estradas, termas, teatros, anfiteatros e circos.
Destacavam-se as técnicas do arco pleno ou de meia circunferência, que
permitiam a construção de abóbadas e cúpulas, e da coluneta ou conjunto de
colunas. Embora se valessem de estilos gregos - jônico e coríntio -, os romanos
desenvolveram dois tipos de colunas: a toscano e o compósito (uma sobreposição
dos dois estilos gregos mencionados). Desenvolvendo novas concepções de espaço,
os arquitetos romanos souberam solucionar problemas de ventilação, iluminação e
circulação. Utilizaram largamente pedras e tijolos bem cozidos para edificar e
argamassas e mármore nos revestimentos.
A arte cristã primitiva nasceu na fase da
perseguição, o que provavelmente explica os poucos exemplares restantes.
Perseguidos e impedidos de demonstrar sua fé entre os séculos I e IV, os cristãos desenhavam
e pintavam símbolos nas paredes das catacumbas.
Feudalismo
O feudalismo foi um modo de organização
social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas
origens na decadência do Império Romano. Predominou
na Europa durante a Idade Média.
Segundo o teórico escocês do Iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é
geralmente precedido pelo nomadismo
e sucedido pelo capitalismo
em certas regiões da Europa. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o
rei lhes dava. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma
gleba de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros. Quando os servos
iam para o manso
senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto
quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal.
O feudalismo tem suas origens no século IV a partir das
invasões germânicas
(bárbaras) ao Império Romano do Ocidente (Europa).
Com a decadência e a destruição do Império Romano do Ocidente,
por volta do século V
d.C. (de 401 a 500), em decorrência das inúmeras invasões dos
povos bárbaros e das péssimas políticas econômicas dos imperadores romanos,
várias regiões da Europa passaram a
apresentar baixa densidade populacional e ínfimo desenvolvimento urbano.
O esfacelamento do Império Romano do Ocidente e as
invasões bárbaras, ocorridas em diversas regiões da Europa, favoreceram
sensivelmente as mudanças econômicas e sociais que vão sendo introduzidas e que
alteraram completamente o sistema de propriedade e de produção característicos
da Antiguidade principalmente
na Europa Ocidental. Essas mudanças acabam revelando um novo sistema econômico,
político e social que veio a se chamar Feudalismo. O Feudalismo não coincide
com o início da Idade Média (século V d.C.), porque este sistema começa a ser
delineado alguns séculos antes do início dessa etapa histórica (mais
precisamente, durante o início do século IV), consolidando-se
definitivamente ao término do Império Carolíngio, no século IX d.C.
Em suma, com a decadência do Império Romano e as
invasões bárbaras, os nobres romanos começaram a se afastar das cidades levando
consigo camponeses (com medo de serem saqueados ou escravizados). Já na Idade
Média, com vários povos bárbaros dominando a Europa
Medieval, foi impossível unirem-se entre si e entre os descendentes
de nobres romanos, que eram donos de pequenos agrupamentos de terra. E com as
reformas culturais ocorridas nesse meio-tempo, começou a surgir uma nova
organização econômica e política: o feudalismo.
Características
As características gerais do feudalismo são:
poder descentralizado, economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil e economia
amonetária e sem comércio, onde predomina a troca (escambo). Tudo isso só será
modificado com os primeiros indícios das Revoluções
Burguesas.
Sociedade
A sociedade feudal era composta por três estamentos (mesmo que
grupos sociais com status praticamente fixo, não se pode dizer que a mudança de
classe social não existia, pois alguns camponeses tornavam-se padres e passavam
a integrar o baixo clero, por exemplo, mas essa mudança era rara e um servo
dificilmente ascenderia à outra posição): os Nobres (guerreiros, bellatores), o
Clero (religiosos, oratores), e os servos (mão de obra, laboratores). O que
determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de suserania entre os Nobres,
onde um nobre (suserano) doa um feudo para um outro nobre (vassalo).
Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a
Igreja foi uma forma de promoção de mobilidade).
- O clero tinha como
função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma
sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a
religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade
evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas,
revoltas e contratações camponesas.
- A nobreza (também
chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear,
além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei
lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania
e vassalagem).
- Os servos da gleba
constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra,
sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza
e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e
de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos
camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria.
Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe
fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse do
feudo faziam o mesmo juramento aos reis.
- Os Vassalos oferecem ao senhor ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.
Economia e prosperidade
A produção feudal própria do Ocidente europeu tinha
por base a economia agrária, de escassa circulação monetária, auto-suficiente.
A propriedade feudal pertencia a uma camada privilegiada, composta pelos
senhores feudais, altos dignitários da Igreja, (o clero) e longínquos descendentes
dos chefes tribais germânicos. As estimativas de renda per capita da Europa
feudal a colocam em um nível muito próximo ao mínimo de subsistência.
A principal unidade econômica de produção era o
feudo, que se dividia em três partes distintas: a propriedade individual do
senhor, chamada manso senhorial ou domínio, em cujo interior se erigia um
castelo fortificado; o manso servil, que correspondia à porção de terras arrendadas
aos camponeses e era dividido em lotes denominados tenências; e ainda o manso
comunal, constituído por terras coletivas - pastos e bosques - , usadas tanto
pelo senhor quanto pelos servos.
Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o
servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações
tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo
senhor. Por isso, o desenvolvimento técnico foi pequeno, limitando aumentos de
produtividade. A principal técnica adaptada foi a de rotação trienal de culturas, que evitava o esgotamento do
solo, mantendo a fertilidade da terra.
Para o economista anarco-capitalista
Hans
Hermann Hoppe, como os feudos são supostamente propriedade do Estado (neste caso, representado pelos
senhores feudais), o feudalismo é, consequentemente, considerado por ele como
sendo uma forma de manifestação socialista - o socialismo
aristocrático (servismo).
Tributos e impostos da época
As principais obrigações dos servos consistiam em:
- Corveia: trabalho
compulsório nas terras do senhor (manso senhorial) em alguns dias da
semana;
- Talha: parte da
produção do servo deveria ser entregue ao nobre, geralmente um terço da
produção;
- Banalidade: tributo
cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes;
- Capitação: imposto
pago por cada membro da família (por cabeça);
- Tostão
de Pedro ou dízimo:
10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da
capela local;
- Censo: tributo que os
vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;
- Taxa
de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem
julgados no tribunal do nobre;
- Formariage: quando o nobre resolvia se casar, todo servo era
obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, regra também válida
para quando um parente do nobre iria casar. Todo casamento que ocorresse
entre servos deveria ser aceito pelo suserano. No sul da França,
especificamente, o Senhor poderia ou não determinar que a noite de núpcias
de uma serva seria para o usufruto dele próprio e não do marido oficial.
Tal fato era incomum no restante da Europa, pois a igreja
o combatia com veemência;
- Mão Morta: era o
pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso
do falecimento do pai ou da família;
- Albergagem: obrigação do servo em hospedar o senhor feudal caso fosse necessário.
Muitas cidades europeias da Idade Média tornaram-se
livres das relações servis e do predomínio dos nobres. Essas cidades
chamavam-se burgos. Por motivos políticos,
os "burgueses" (habitantes dos burgos) recebiam frequentemente o
apoio dos reis que, muitas vezes,
estavam em conflito com os nobres. Na língua alemã, o ditado Stadtluft
macht frei ("O ar da cidade liberta") ilustra este
fenômeno. Em Bruges, por exemplo,
conta-se que certa vez um servo escapou da comitiva do conde de Flandres e
fugiu por entre a multidão. Ao tentar reagir, ordenando que perseguissem o
fugitivo, o conde foi vaiado pelos "burgueses" e obrigado a sair da
cidade. Desta maneira, o servo em questão tornou-se livre.
Ascensão e queda do sistema
O feudalismo europeu apresenta, portanto, fases bem
diversas entre o século IX,
quando os pequenos agricultores são impelidos a se proteger dos inimigos junto
aos castelos, e o século XIII,
quando o mundo feudal conhece seu apogeu, para declinar a seguir.
No século X, o sistema ainda
está em formação e os laços feudais unem apenas os proprietários rurais e os
antigos altos funcionários ou Ministeriais - administradores da propriedade feudal em nome
de um senhor -, dos quais destacamos os Bailios (tomavam conta de uma propriedade menor) e os Senescais (supervisionavam os vários domínios de um mesmo
senhor). Entre os camponeses existiam homens livres - os Vilões - com propriedades
menores independentes. A monarquia feudal não apresenta a rigidez que caracterizaria
o regime monárquico posteriormente e a ética feudal não está plenamente
estabelecida.
Entretanto, a partir do ano 1000 até cerca de 1150, o Feudalismo entra em transformação: a
exploração camponesa torna-se intensa, concentrada em certas regiões
superpovoadas, deixando áreas extensas de espaços vazios; surgem novas técnicas
de cultivo, novas formas de utilização dos animais e das carroças, o que
permitiu a produção agrícola garantir um aumento significativo, surgindo,
assim, a necessidade de comercialização dos produtos excedentes. Esse renascimento
do comércio e o consequente aumento da circulação monetária, reabilita a
importância social das cidades e suas comunas. Com as Cruzadas, esboça-se uma
abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo.
O restabelecimento do comércio com o Oriente Próximo e o
desenvolvimento das grandes cidades, começam a minar as bases da organização
feudal, na medida em que aumenta a demanda de produtos agrícolas para o
abastecimento da população urbana. Isso eleva o preço dessas mercadorias,
permitindo aos camponeses maiores fundos para a compra de sua liberdade. Não
que os servos fossem escravos; com o excedente produzido, poderiam comprar de
seus senhores lotes de terras e, assim, deixar de cumprir suas obrigações junto
ao senhor feudal. É claro que esta situação poderia gerar problemas já que, bem
ou mal, o servo vivia protegido dentro do feudo e, para evitá-los, tornavam-se
comerciantes ou iam morar em burgos,
dominados por outros tipos de senhores, desta vez, comerciais. Ao mesmo tempo, a expansão do comércio cria
novas oportunidades de trabalho, atraindo os camponeses para as cidades.
Tais acontecimentos, aliados à formação dos
exércitos profissionais — o Rei, agora, não dependeria mais dos serviços
militares prestados por seus vassalos —, à insurreição camponesa, à peste, à
falta de alimentos decorrente do aumento populacional e baixa produtividade
agrária, contribuíram para o declínio do feudalismo europeu. Na França, nos Países Baixos e na Itália, seu desaparecimento
começa a se manifestar no final do século XIII. Na Alemanha e na Inglaterra, entretanto, ele
ainda permanece mais tempo, extinguindo-se totalmente na Europa ocidental por
volta de 1500. Em partes da Europa central e oriental, porém, alguns
remanescentes resistiram até meados do século XX, como, por exemplo, a Rússia, que só viria a se
libertar dos resquícios feudais com a Revolução
de 1917.
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