sábado, 19 de novembro de 2011

NOITE DAS GARRAFADAS

A Noite das Garrafadas foi um episódio da história do Brasil Império.

No dia 20 de novembro de 1830, o jornalista Líbero Badaró, que denunciava o autoritarismo do imperador D. Pedro I, é assassinado - e supõe-se que foi a mando do próprio governante.

Em fevereiro de 1831, D. Pedro I viaja para Minas Gerais, sendo hostilizado pelo povo mineiro. No dia 11 de março ele retorna ao Rio de Janeiro, onde encontraram uma grande festa do partido português para o imperador. O partido brasileiro, acompanhando a festa, fica revoltado, pois o país estava em crise. Dando início a um conflito entre o partido português e o brasileiro, feito com pedras e garrafas. Esse episódio teve importância primordial na crise política que resultaria na abdicação de D. Pedro I em 7 de abril.

Noite das garrafadas

Portugueses e brasileiros entram em conflito

A noite das garrafadas - como ficou conhecido o conflito envolvendo portugueses que apoiavam D. Pedro 1° e brasileiros que faziam oposição ao imperador - foi um dos principais acontecimentos do período imediatamente anterior à abdicação do monarca, em abril de 1831. O conflito, que ocorreu nas ruas do Rio de Janeiro no dia 13 de março de 1831, levou esse nome pelo fato de os brasileiros terem utilizado pedras e garrafas para atacar os portugueses.


A relação entre portugueses e brasileiros Como colônia de Portugal, o Brasil sempre abrigou muitos lusitanos, que freqüentemente ocupavam postos de destaque na vida política brasileira. Tal situação não se modificara com a volta de D. João VI para a Europa. Afinal, embora tenha retornado à sede da Casa de Bragança, o rei deixara no Brasil seu filho, um português, como príncipe regente.

A proclamação da independência também não modificou esse quadro, uma vez que o primeiro imperador do Brasil havia nascido em Portugal. Seus ministros eram portugueses, assim como os principais burocratas do governo, a oficialidade militar e os grandes comerciantes. Ou seja, o 7 de setembro representou mais uma continuidade do que uma ruptura, o que viria a ocorrer apenas em 1831, com a abdicação de D. Pedro 1° ao trono.

O imperador freqüentemente se envolvia em assuntos ligados à vida política de Portugal. Esse foi o caso, por exemplo, do conflito em torno da sucessão portuguesa, em 1826, após a morte de D. João VI. Havia certa desconfiança de que D. Pedro I pudesse, de alguma forma, tentar unir novamente Portugal e Brasil - talvez como um reino unido, tal como em 1815.

Ao mesmo tempo, o imperador vinha assumindo uma postura bastante autoritária. Em 1823, diante dos limites impostos pela Assembléia Nacional Constituinte quanto à concessão de títulos de nobreza pelo imperador, D. Pedro I decidiu fechá-la, impondo, já no ano seguinte, uma Constituição - a primeira do Brasil.

A relação do imperador com a Assembléia, na verdade, expressava a tensão que existia entre portugueses e brasileiros, sobretudo o grupo mais radical. Isso porque setores conservadores, com freqüência, agiam em parceria com o partido português. Receosos de que o avanço dos grupos radicais pudesse levar a reformas - talvez a um governo republicano -, liberais moderados e portugueses se uniram em torno da figura de D. Pedro I.


As críticas da imprensa A tensão, porém, ampliou-se para a imprensa e, de lá, para as ruas, culminando na noite das garrafadas, em 13 de março de 1831.

Com a abertura dos trabalhos legislativos, em 1826, os liberais exaltados passaram a fazer oposição sistemática ao imperador. Convocavam ministros para prestar esclarecimentos, abriam inquéritos contra auxiliares de D. Pedro I e criticavam as ações do imperador.

Na mesma linha, a imprensa atacava de maneira contundente o governo brasileiro. Diante das críticas, o monarca chegou até mesmo a mandar processar o jornalista Borges da Fonseca. Entretanto, o assassinato de outro jornalista, Líbero Badaró, em novembro de 1830, levantou a suspeita de que sua morte teria sido encomendada por D. Pedro I - alvo preferido dos artigos de Badaró.

Com a situação cada vez mais radicalizada, o imperador decidiu fazer uma série de viagens pelas províncias, na tentativa de diminuir a oposição a seu governo. O primeiro destino, Ouro Preto, em Minas Gerais, foi um verdadeiro fracasso. D. Pedro I foi hostilizado pela população da cidade, que fechava as portas, em sinal de protesto, quando passava a comitiva imperial.

Os portugueses residentes no Rio de Janeiro, então, decidiram fazer uma grande festa em apoio ao imperador, que retornava de Ouro Preto. A festividade lusitana, em contraste com o clima de acirramento político, o assassinato de Líbero Badaró e o autoritarismo do imperador, só agravaram a situação. Na noite do dia 13, o conflito chegou às ruas quando brasileiros, de pedras e garrafas nas mãos, atacaram os portugueses.

És mas um capitulo da colônia portuguesa no Brasil.


No plebiscito vote 55 NÃO 55 NÃO.

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