sexta-feira, 16 de maio de 2014

MARIA GAETANA AGNESI

Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Milão, 9 de janeiro de 1799) foi uma filósofa e matemática italiana. Em 1750 d.c. o Papa Bento XIV a nomeou para a cadeira de matemática e filosofia natural na Universidade de Bolonha. No entanto, ela nunca lecionou lá.

Agnesi é reconhecida como tendo escrito o segundo livro ainda existente que tratou, simultaneamente, do cálculo diferencial e integral, e por ter sido a primeira mulher nomeada como professora de matemática em uma universidade. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), datado de 1748  e impresso em Milão, então a capital de um pequeno estado sob o domínio austríaco; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês.

O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz . É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi". Faleceu numa instituição para idosos, em Milão, chamada Pio Albergo Trivulzio.

Primeiros anos
Seu pai, Pietro, foi um rico homem de negócios e professor de matemática na Universidade de Bolonha que elevou sua família para a nobreza de Milão.

Tendo nascido em Milão, Maria foi considerada um menina prodígio muito cedo, falava francês e italiano aos cinco anos de idade. Aos 13 anos de idade já havia adquirido fluência no grego, hebraico, espanhol, alemão e latim, sendo considerada uma verdadeira poliglota. Sempre educou seus irmãos mais novos. Quando tinha nove anos de idade compôs um discurso em latim para um encontro acadêmico. O tema era o direito das mulheres de receber educação.

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