segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O QUE DILMA FAZIA NA ESCOLA

Livro revela o que Dilma fazia na escola em Belo Horizonte

POR BRASIL
15/09/14  07:00
PAULO PEIXOTO, DE BELO HORIZONTE
Um livro que está sendo lançado sobre o Colégio Estadual Central, como é conhecida a escola estadual Governador Milton Campos, em Belo Horizonte, traz a revelação de que a presidente Dilma Rousseff foi, na juventude, “professora particular” de matemática.
A jovem Dilma, que ingressou no colégio em 1964, aos 16 anos, era habituada a resolver as equações e mostrar a alguns alunos que a matemática não era um bicho de sete cabeças, escreve o autor do livro, o jornalista Renato Moraes.
A hoje presidente Dilma, candidata à reeleição, ministrou aulas particulares de matemática para o amigo Angelo Oswaldo de Araújo Santos, ex-prefeito de Ouro Preto e atual presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).
As aulas eram na casa de Santos, até que um dia, no segundo ano, Dilma o convenceu a trocar a área de exatas pelo curso clássico de Ciências Sociais, que ela fazia. Os alunos tinham de escolher uma área ao ingressar no colégio.
“Pacientemente, ela se desincumbiria da tarefa de ministrar-lhe, em sua casa, no bairro São Pedro, doses homeopáticas de geometria descritiva, trigonometria e correlatos, que lhe garantiram a aprovação sem maiores percalços”, conta o autor.
O livro “Colégio Estadual” faz parte da coleção “BH. A cidade de cada um”, da Conceito Editorial.
A presidente Dilma visitou o colégio onde estudou na campanha de 2010  - Marlene Bergamo/Folhapress
A presidente Dilma visitou o colégio onde estudou na campanha de 2010 – Marlene Bergamo/Folhapress
Renato Barros, que passou pela “Veja” e pela Folha, onde ocupou o cargo de editor da “Ilustrada”, foi um dos alunos da conceituada escola belo-horizontina nos anos 1960, onde os filhos da classe média estudavam.
O Estadual Central ganhou fama não apenas pelo prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a pedido do então governador Juscelino Kubitschek.
Já no período que antecedeu a ditadura militar, o colégio vivia a agitação política da época, com os secundaristas engajados em movimentos estudantis.
Foi lá que Dilma começou a militar como simpatizante na Polop, a Organização Revolucionária Marxista – Política Operária.

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